domingo, 17 de junho de 2012

Os Pampeiros no CTG Saudades da Querência - SP


Bueno! A história dos Pampeiros praticamente se confunde com a história do CTG Saudades da Querência - ambos de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, em São Paulo.

E o gauchismo vai fazer o galpão do CTG vibrar já neste dia 14 de julho, depois em setembro e em novembro, com os fandangos agendados e que serão animados pelos Pampeiros.

Venha participar os eventos junto com os Pampeiros no CTG Saudades da Querência, que fica na Estrada Bezerra de Menezes, número 150. O acesso é pela Rodovia dos Tamoios, quilômetro 5, no trevo para o bairro Torrão de Ouro II, na cidade de São José dos Campos - SP.

Contados com as prendas Fátima (12) 3302-3335, Bosque); Geneci (12) 3941-2044 ou (12), 8119-8515, S. Dimas; e Thais (12) 3917-1460, Loja Claudionor Portas e Janelas, Av. Andrômeda 3132, Bosque).

Ou com os diretores do Conjunto ALZENEIDE ou EDU VICENTE, pelos fones:
- (012) 9116-2100;
- (012) 9739-2557;
- (012) 9736-2473;
- (012) 3941-8727;
- (012) 3931-7942.
- Chasque Eletrônico (e-mail e MSN):
alzeneidebenck@hotmail.com.



Grande Baile Gaúcha na Fazenda Aurora - Caçapava - SP

Bueno! Para os gaúchos desgarrados em São Paulo e aos demais que gostam de um baile bem gaúcho, não percam no dia 30 de junho, grande baile com Os Pampeiros, na Fazenda Aurora, na Vila Menino Jesus, na cidade de Caçapava - SP.

Informações com os diretores do conjunto:  Alzeneide e/ou Edu Vicente pelos fones (12) 9116-2100; (12) 9739-2557 ou pelo chasque eletrônico (email) alzeneidebenck@hotmail.com.

domingo, 3 de junho de 2012

Vanerão do Boca Braba

Crédito: arte de luiz octávio sobre foto de daniel badra
Tenho alma bolicheira porque fui parido sobre um balcão enquanto a cordeona roncava num vanerão bem crinudo. Era um sábado de festa lá no Cerrito e quando abri a boca não chorei. Tinha vindo antes do tempo. Dizem que dei um berro como touro recém-pelejando a guampa, abrindo rodeio e que a indiada toda se alvoroçou. Por isso, o velho Lara, gaiteiro dos mais campeiros, apertou o fole e sapecou uma vanera e dedicou a mim, que nascia, sua marca mais conhecida, o Vanerão do Boca Braba.

Cortaram meu umbigo com a tesoura da velha Hilda, costureira de mão cheia que fazia todas as bombachas da gauchada ali da Vila dos Eucaliptos, do Rincão dos Melos, dos Bastos, da Igrejinha. Minha mãe seguiu os ciganos, ficou de voltar, mas nunca voltou, e fui criado pela minha tia, bolicheira também, curandeira de quebranto, rezadora e até parteira nas horas de precisão. Tia Jurema, que Deus a tenha no céu. Ela queria fazer às vezes de minha mãe, mas eu não aceitei. De mal-educado que sempre fui. Então, um dia me larguei campo a fora, levando tudo por diante. Lembro que levei apenas o gateado, minha gaitinha de oito baixos e uma fotografia amarelada da mãe. Sempre fui pachola, alegre, despachado, não me importava de andar sozinho no mundo.

Fui ganhando a vida, tocando gaita, violão e fazendo a alegria da tigrada daquelas paragens. Lascava todo dia novas milongas, vanerões e xotes. Quando estourava a peleia, puxava minha adaga e saía terçando o ferro como se nada fosse comigo, brigava rindo e cantando, não tinha medo do perigo. Como tinha nascido quase morto, o que viesse era lucro, por isso não me importava com nada. Mas era alegre, isso era. Sempre fui. Ria e assobiava enquanto brigava e isso irritava os adversários. Um homem brabo é um homem sem razão. Por isso, aconselho, nunca se irrite, a alegria é que dá paz e serenidade. Um homem feliz sempre vence.

Assim vivi, bolicheando, jogando carta, atirando a tava, correndo carreira, dançando até as minhas alpargatas ficarem barbudas nos terreiros beira de estrada da Vila Rica, de Tupã, da Cruz Alta, da Palmeira, da Fronteira, pelos pagos da Serra, até nas areias quentes do Litoral. Quando eu chegava, todos já abriam o sorriso largo, pois sabiam que não havia nascido para culatrear tropa, pegar no arado, erguer ranchos, tosar ovelhas e semear o trigo. Vim ao mundo e dele me despedi como o anguera, o dançarino que nunca morre porque ele é a festa, o fandango, o bailongo, a alegria de viver. A representação da vida, o generoso, aquele que foi ungido pelos óleos dos santos padres jesuítas e, por isso, veio ao mundo, para renascer no coração dos homens tristes...

(Para todos os gaiteiros e artistas populares do Rio Grande)

Fonte! Chasque publicado na Coluna Camperiada, por Paulo Mendes | pmendes@correiodopovo.com.br, no Caderno Correio Rural, do Correio do Povo de Porto Alegre, na edição do dia 03 de junho de 2012. Abra as porteiras clicando em http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=117&Numero=247&Caderno=11&Noticia=429364

Nilza Lessa é Patrona dos Festejos Farroupilhas do RS

Quase completando 80 anos, natural de Santana do Livramento, onde nasceu em 1932, Nilza Lessa, viúva do saudoso Barbosa Lessa, mais uma vez vai fazer história. Nilza será a 1ª mulher homenageada com o título de Patrona dos Festejos Farroupilhas do Rio Grande do Sul. A proposta foi colocada na reunião do dia 16 de maio, da Comissão Estadual dos festejos Farroupilhas e aprovada por unanimidade.
Nilza conheceu Barbosa Lessa no 3º Congresso Tradicionalista Gaúcho, na cidade de Ijuí, em 1956, quando foi designada, juntamente com outras duas professoras, para acompanhar o Congresso. Naquela época acontecia o baile do evento e eles, depois de se conhecerem, marcaram o encontro para a noite festiva. As moças ficavam hospedadas em casas de familias, como era de costume nos Congressos pelo interior: "O Henrique Cesar, primo do Lessa, que era de Pelotas, tirou a Maria Inês pra dançar mas precisava de mais uma moça, pois era o Chote de duas damas. Depois ficamos na mesa conversando" - recorda Nilza.

Naquele ano de 1956 ficou a promessa de casamento para dali há 4 anos, pois também seria bisexto. Lessa foi para São Paulo e Nilza para Uruguaiana. Os anos se passaram e, a comunicação era precária, mas em novembro de 1959 eles noivavam e, em 1960, conforme a promessa, casaram. Passaram a lua-se-de-mel no Rio de Janeiro e rumaram para trabalhar em São Paulo, onde trabalharam em produção de televisão.
Nilza foi professora, produtora de TV, de Festas e eventos, Gerente da Churrascaria do 35 CTG e teve uma loja de artigos gauchescos nos abrigos da praça XV para atender os turistas que vinham à capital. Hoje Nilza mora em Porto Alegre, num apartamento com uma linda vista para o Guaiba e o pôr-do-sol. Sua casa é repleta de costuras, bichinhos, quadros, colchas em patchwok (retalhos), e a arte que sempre acompanhou a sua vida.

Fonte! Chasque publicado no Sítio do MTG(RS) no dia 03 de junho de 2012. Abra as porteiras clicando em http://mtg-rs.blogspot.com.br/2012/06/nilza-lessa-e-patrona-dos-festejos.html

terça-feira, 29 de maio de 2012

PARABÉNS GAITEIRO EDU VICENTE!

Bueno! O Conjunto Musical Os PAMPEIROS tem um integrante gaúcho lá da Coolmeia do Trabalho, a famosa cidade de Ijuí, no Estado do Rio Grande do Sul. Um gaiteiro dos mais baguais, radicado, ganhando a vida e fazendo tradicionalismo em São José dos Campos e em todo o Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, através da boa música fandangueira gaúcha. 

Referimo-nos ao diretor e grande gaiteiro dos Pampeiros - o EDU VICENTE, que estava de aniversário no último dia 24 de maio.

Através deste chasque, a Família PAMPEIROS (esposa, diretora e integrante do conjunto ALZENEIDE e demais integrantes de palco e retaguarda), te parabenizam e te desejam tudo de bom. O mesmo te desejam TODOS OS FÃS E AMIGOS espalhados por todo o Estado de São Paulo, por toda a Região Sudeste e por todo o Brasil! ! !

PARABÉNS! SAÚDE! FELICIDADES

quarta-feira, 2 de maio de 2012

5ª ValeTchê chega a São José dos Campos / SP

O Rio Grande do Sul subiu a Serra e desembarca em São José dos Campos hoje, dia 27, para a realização da 5ª ValeTchê, a maior e mais importante feira da tradição da cultura gaúcha do Vale. Cerca de 20 mil pessoas são esperadas para o evento que se estende até o dia 6 de maio no Interative Hall.

Com o objetivo de expor o artesanato, as danças tradicionais, o vestuário e a culinária rio grandense, a ValeTchê traz diversos produtos da Serra Gaúcha, como vinhos, calçados, móveis e malhas, além das atrações culturais, com apresentações de dança típica do Grupo Ivi de Marae e um concurso para quem tomar o chopp de tulipa de um metro mais rápido.

Segundo Sérgio Silva, um dos organizadores do evento, todos os dias haverá competição gratuita para quem beber o chopp mais rápido. As inscrições podem ser feitas durante a Feira e os participantes irão concorrer a diversos prêmios cedidos pelos expositores.

“Para os apreciadores da culinária gaúcha, o churrasco estará presente nas mais diversas formas de preparo e de sabores. A costela assada no fogo de chão e o arroz carreteiro são convites irresistíveis para os visitantes, tudo isso acompanhado de um bom vinho”, conta Sérgio.

Presente em todas as edições, os deliciosos chocolates de Gramado também poderão ser saboreados nas versões barra, buquê e raminho, além de bombons dos mais diversos tipos: recheados com amêndoas, castanhas, nozes e passas, produzidos artesanalmente.

Serão mais de 50 estandes com os mais variados produtos que vão desde o chocolate de Gramado até salames e queijos produzidos artesanalmente na Serra Gaúcha. Com isso o visitante terá várias opções para compras com um diferencial: preço mais acessível.

“É uma excelente oportunidade para quem deseja comprar roupas de frio feitas por quem entende de baixas temperaturas. A ValeTchê é um grande momento cultural entre dois Estados: São Paulo e Rio Grande do Sul”, finaliza Sérgio.

Curso de Churrasco

No último final de semana da ValeTchê será realizado o curso de churrasco, ministrado pelo Chef Peninha, renomado especialista em carnes. Os interessados irão aprender a preparar um verdadeiro churrasco gaúcho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local.

A ValeTchê acontecerá entre os dias 27 de abril e 5 de maio, das 15h às 23h de segunda a sexta-feira e a partir das 12h aos sábados e domingos. O Interative Hall fica na rua Corifeu de Azevedo Marques, Jardim das Indústrias – São José dos Campos. Entrada: R$ 5. Crianças até 12 anos e idosos acima de 60 anos não pagam entrada.

Informações do Portal Diário de Taubaté
Fonte! Chasque publicado no Sítio do Gaúcho Taura. Abra as porteiras clicando em http://sitiodogauchotaura.blogspot.com.br/2012/05/5-valetche-chega-sao-jose-dos-campos-sp.html.  

Regionalismo por Dorotéo FAgundes

Dia 22 de Abril, foi o Dia do Descobrimento do Brasil, que fez nossos nativos serem chamados de índios, pois os portugueses diziam que estavam indo parar as índias e deram os costados aqui, onde Cristóvão Colombo já tinha batido remo, e Cabral viera no rastro descobrindo as terras brasilians, se imortalizando na história mundial.

Aqui chegado os portugueses, que foram amavelmente recebidos pelos nativos, onde hoje é Cabrália, Bahia, lugar que está plantada a cruz da primeira missa em solo brasileiro, logo vieram mais padres jesuítas no caminho de Anchieta, que catequisaram os nativos.

Segundo o historiador - Basilisco Leite, a ideia das reduções que resultou na Nação Guarani, teve seu início 1609, por sugestão de Hermandarias, governador de Buenos Aires, grande conhecedor da região, já que os chamados índios não se domesticavam pela força, foi unanime a solução de que somente pela submissão religiosa esses passariam a conceber uma nova cultura.

Assim mais de trinta aldeamentos foram erguidos, que destaco dezenove a começar por SAN IGNÁCIO, SAN IGNÁCIO MINI e LORETO – em 1611; CONCEPCION em 1619; CORPUS CRISTY em 1622; SANTA MARIA E SANTA MARIA MAIOR e SÃO NICOLAU em 1626; CANDELÁRIA em 1627; SAN JAVIER em 1629; SÃO MIGUEL em 1632; APOSTOLOS e SAN JOSE em 1633; MÁRTIRES em 1639; SÃO FRANCISCO DE BORJA em 1682; SÃO LUIZ GONZAGA em 1687; SÃO JOÃO BATISTA em 1697; SÃO LOURENÇO em 1690 e SANTO ÂNGELO CUSTÓDIO em 1707.

Todos esses sonhos sepultados pelas coroas de Portugal e Espanha, no famigerado Tratado de Madri de 1750 que promoveu a guerra guaranítica e a utopia da humanidade do cone sul americano, declarado por Voltaire, que foram as nossas missões jesuíticas nos sete povos, virou ruína, tanto que nem os sinos mais tocaram para anunciar vida e morte.

Além das ruínas, marcos indeléveis da verdade jesuítica, no dia 21 de Abril, no Dia de Tiradentes, patrono cívico da nação brasileira, fundou-se em São Borja – onde estive, o marco da Cruz Missioneira no porto que outrora fez circular a riqueza guaranítica no mundo, nos lúcidos atos da primeira semana missioneira de São Borja, promovida pela Câmara de Vereadores, que veio resgatar toda essa memória cultural que nos encanta e aos que ainda escutam o som do grito, do destemido cacique Sepé Tiaraju, garantindo que esta terra tem dono!

Para pensar: Um ideal não morre mesmo quando matam seu criador.

ATENÇÃO > Adquira nossa AGENDA GAÚCHA 2012 / peça também o CD - DOROTÉO FAGUNDES - 25 ANOS DE GAUCHISMO – Vol. 1, a venda na CAMPESINA – Feira Permanente de Produtos Regionais Gaúchos / fone 51-3212.2731 – ou por e-mail tarca@tarca.com.br.
Até a próxima edição; domingo prosearemos, das 6 às 9 horas da manhã, no Programa Galpão do Nativismo da RÁDIO GAÚCHA - AM; e no Programa Gauchesco & Brasileiro em mais 60 emissoras de rádio na Região Sul do Brasil. Apoio: PLANALTO – Transportando Cultura


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Fonte! Coluna Regionalismo nº 498, por Dorotéo Fagundes de Abreu, do dia 24 de abril de 2012