Como dói noticiar a morte de artista tão querido, de um amigo tão especial. Perdemos um cantor que era símbolo de alegria, alto astral, e amizade. O Nico Fagundes sempre o apresentava “a alegria de bombacha tem nome, e esse nome é Rui Biriva”. O Rui morreu às 22h45, deste 25 de abril, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde estava internado para tratar um câncer de intestino. Segundo um dos integrantes de sua banda, o Luciano Camargo, o velório será na Câmara de Vereadores de Porto Alegre. O enterro deve ser realizado em Horizontina, sua terra natal.
O Rui lutou como um guerreiro contra a doença que o tinha afastado dos palcos... e ficamos nós, seus fãs e amigos sem entender por que uma pessoa que só distribuía alegria e amizade precisava partir tão cedo...
Quando conheci o Biriva, no 1º Acampamento da Canção, em Campo Bom, ele ainda era o Rui da Silva Leonhardt, e conquistou a todos com a música “Rebanho de agonias”, uma das mais lindas que cantou:
"Um rebanho de agonias
me foi dado em testamento.
No rumo dos quatro ventos
esparramei alegrias.
Não canto melancolias.
Não sou pastor de tormentos.
Alegrias eu invento
guitarreando noite e dia"
O talento revelado nos festiviais logo passou a ser chamado de Rui Biriva, por ter cantado na Seara, festival de Carazinho, a música Birivas, do Airton Pimentel, em 82. Ele cantava música mais intimistas, como estas e Santa Helena da Serra... cantava com a alma... e continuou fazendo isso quando adotou seu estilo festeiro no palco. Ele era uma festa. Era contagiante seu alto astral, seu jeito querido de tratar a todos à sua volta.
O Rui colheu sorrisos por onde passou... fez pessoas terem momentos de felicidade em seus shows. Riu muito, fez os outros rirem e, quando se achava que o palco era o seu lugar ele nos apresentou outro talento: o de apresentador. E em seu programa na TVE nos encantava, mostrando como ninguém as relíquias dessa terra, desbravando a gente simples do Rio Grande e fazendo isso com muita alegria.
Por isso quando lembro dele agora e vem essa tristeza tão grande, chega a me dar um pontinha de vergonha... porque não é assim que se deve lembrar dessa pessoa tão alegre e feliz. Força à esposa, a Priscila, e ao seu filho Gerônimo. Que a gente supere essa tristeza lembrando da felicidade e alegria que sempre nos transmitiu. E como diz a música Canção do Amigo, que ele cantava lindamente “amigo é pra toda a vida”...
Fonte! Chasque de Tania Goulart, publicado no sítio (blog) ABC do Gaúcho, no dia 26 de abril. Abra a cancela e dê uma camperiada no sítio, clicando em http://www.diariodecanoas.com.br/blogs/abc-do-gaucho/ . O retrato também foi publicado no Diário de Canoas.
terça-feira, 26 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Centro de Tradições Gaúchas completa 63 anos de idade
O CTG surgiu de um rompante juvenil.
Hoje, é o movimento de cultura popular brasileira mais organizado
Em abril, o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG) criado no Brasil completa 63 anos de idade. É o 35 CTG, que fica em Porto Alegre. Surgido de um rompante juvenil, o CTG se transformou no que é provavelmente o maior movimento de cultura popular, organizado e centralizado, do país.
Muitas cidades têm uma estátua como símbolo, mas, em Porto Alegre, há duas particularidades: a estátua foi escolhida em uma eleição com mais de 500 mil votos e foi baseada em um modelo vivo, uma pessoa do mundo rural, Paixão Cortes. “É bom ser estátua, mas é melhor estar vivo”, diz.
A forma em gesso do laçador, vista na oficina do escultor Antônio Caringi, ficou pronta em 1954. Quatro anos, foi inaugurada em bronze, junto à entrada de Porto Alegre para quem chegasse pela BR-116.
Em 1977, uma foto mostra Paixão se pondo diante do laçador da bronze para mostrar como são bem parecidos o modelo e a estátua. Mas o que fez Paixão Cortes para se transformar em monumento em vida? “Dancei, cantei, sapateei e tenho a minha família. Fora esses aspectos artísticos, duas coisas eu distingo”, afirma.
Estamos indo para uma criação de ovelhas, cenário da primeira coisa que o Paixão fez. É do tempo em que ele, depois de formado em agronomia, era especialista em ovinos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.
A tosquia tradicional de ovelha no estado era sempre feita com uma tesoura, em um corte denominado “de martelo”. Paixão foi contra esse corte porque, além de ter de amarrar as quatro patas da ovelha e eventualmente feri-Ia, produzia lã de segunda linha. E o tosador, ficando em posição incômoda, rendia pouco. Introduziu, então, a tosa por maquininha, sistema que conheceu por meio de ovinocultores australianos.
“O segredo da técnica é o ovino não botar a pata firme. Ele não tem como se apoiar, e, consequentemente, não levanta. É só um jogo de pernas”, diz Paixão. Em seu livro sobre ovinos, da mesma época, ele propôs especiais da carne de cordeiro e formas de melhor aproveitá-Ia.
Para lembrar a segunda coisa mais importante de sua vida, Paixão, aos 85 anos, monta de puxa uma linha de sete cavalos arriados, vazios. Repete a caminhada que fez em 1947,entre o Colégio Júlio de Castilhos e o centro de Porto Alegre.
Ele e mais sete estudantes tinham se vestido de gaúchos, e foram os oito participar de um cortejo que acompanhava os restos mortais de um herói da Guerra dos Farrapos. Esse conflito, que os gaúchos preferem chamar de Revolução Farroupilha, foi um movimento contra o Império na primeira metade do século XIX e que durou dez anos.
Aqueles oito estudantes queriam que, na solenidade, houvesse uma escolta de honra, gaúcha, típica. Parecendo hoje coisa simples, aquele gesto, na época, soava extravagante. Já em sua casa, um apartamento classe média em Porto Alegre, Paixão parece receber de volta a energia da juventude quando relembra aquele fato. “Passou uma pessoa desavisada que me viu com roupas típicas e gritou para mim ‘o carnaval já terminou, palhaço, que fantasia é essa?’”, diz.
Vindo do campo, o estudante Paixão estranhava, na cidade grande, o preconceito que havia contra o gaúcho, isto é, o homem simples da estância, da lida com gado. “Bota, bombacha, lenço no pescoço, na nossa cidade, capital do Rio Grande do Sul, eram vistos como maus elementos. Não entrava em um clube, era proibido de entrar no cinema e até na rua era mal vista. Se tomava condução, um bonde, não podia sentar”, afirma.
Resolveram então fundar uma entidade, em 1948, para cultuar a história e a cultura do Rio Grande, principalmente em relação ao mundo rural. Foram três dias de reunião só para escolher o nome.
Afinal, veio o batismo: 35 CTG. CTG, de Centro de Tradições Gaúchas. 35, para lembrar 1835, ano do início da Revolução Farroupilha. Mas a idéia, três anos depois da fundação, não estava dando muito certo. “Vivi grandes emoções aqui. Uma delas foi quando um cidadão, que tinha sido patrão aqui da casa, me procurou e falou que estava com uma missão muito triste para ser cumprida, que precisava fechar as portas do CTG 35. Estava com dívidas e não tinha sede. Falei ‘não faça isso, pelo amor de Deus. Precisamos lutar’”, afirma o agricultor Ody Pedro.
Começou , então, um movimento de pessoas e recursos tão forte que, não só o 35 não fechou, como passaram a surgir CTGs não só no Rio Grande do Sul, mas no país inteiro. Hoje, existem em quase todos os estados.
A relação de CTGs por estado é: Roraima, 1; Acre, 1; Amazonas, 3; Rondônia, 33; Tocantins, 1; Rio Grande do Norte, 1; Bahia, 5; Goiás, 10; Mato Grosso do Sul, 19; Mato Grosso, 19; Espírito Santo, 1; Rio de Janeiro, 7; Minas Gerais, 2; São Paulo, 28; Paraná, 255; Santa Catarina, 586; Rio Grande do Sul, 1.611. Há 12 no exterior.
No Brasil, os CTGs movimentam pessoas e recursos. Erival Bertolini, dirigente nacional do movimento, lembra que os Centros têm áreas esportivas, recreativas e sociais e campeiras. Fixando-se, porém, apenas no aspecto artístico, músicos envolvidos, dançarinos de danças típicas e participantes de fandangos, com roupas a caráter, o número de pessoas é grande, mais de 1 milhão.
Fonte! Este chasque foi publicado no sítio do G1 - http://www.g1.globo.com/, no dia 10 de abril de 2011. Fonte do retrato! Sítio do Inema - http://www.inema.com.br/.
Hoje, é o movimento de cultura popular brasileira mais organizado
Em abril, o primeiro Centro de Tradições Gaúchas (CTG) criado no Brasil completa 63 anos de idade. É o 35 CTG, que fica em Porto Alegre. Surgido de um rompante juvenil, o CTG se transformou no que é provavelmente o maior movimento de cultura popular, organizado e centralizado, do país.
Muitas cidades têm uma estátua como símbolo, mas, em Porto Alegre, há duas particularidades: a estátua foi escolhida em uma eleição com mais de 500 mil votos e foi baseada em um modelo vivo, uma pessoa do mundo rural, Paixão Cortes. “É bom ser estátua, mas é melhor estar vivo”, diz.
A forma em gesso do laçador, vista na oficina do escultor Antônio Caringi, ficou pronta em 1954. Quatro anos, foi inaugurada em bronze, junto à entrada de Porto Alegre para quem chegasse pela BR-116.
Em 1977, uma foto mostra Paixão se pondo diante do laçador da bronze para mostrar como são bem parecidos o modelo e a estátua. Mas o que fez Paixão Cortes para se transformar em monumento em vida? “Dancei, cantei, sapateei e tenho a minha família. Fora esses aspectos artísticos, duas coisas eu distingo”, afirma.
Estamos indo para uma criação de ovelhas, cenário da primeira coisa que o Paixão fez. É do tempo em que ele, depois de formado em agronomia, era especialista em ovinos da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul.
A tosquia tradicional de ovelha no estado era sempre feita com uma tesoura, em um corte denominado “de martelo”. Paixão foi contra esse corte porque, além de ter de amarrar as quatro patas da ovelha e eventualmente feri-Ia, produzia lã de segunda linha. E o tosador, ficando em posição incômoda, rendia pouco. Introduziu, então, a tosa por maquininha, sistema que conheceu por meio de ovinocultores australianos.
“O segredo da técnica é o ovino não botar a pata firme. Ele não tem como se apoiar, e, consequentemente, não levanta. É só um jogo de pernas”, diz Paixão. Em seu livro sobre ovinos, da mesma época, ele propôs especiais da carne de cordeiro e formas de melhor aproveitá-Ia.
Para lembrar a segunda coisa mais importante de sua vida, Paixão, aos 85 anos, monta de puxa uma linha de sete cavalos arriados, vazios. Repete a caminhada que fez em 1947,entre o Colégio Júlio de Castilhos e o centro de Porto Alegre.
Ele e mais sete estudantes tinham se vestido de gaúchos, e foram os oito participar de um cortejo que acompanhava os restos mortais de um herói da Guerra dos Farrapos. Esse conflito, que os gaúchos preferem chamar de Revolução Farroupilha, foi um movimento contra o Império na primeira metade do século XIX e que durou dez anos.
Aqueles oito estudantes queriam que, na solenidade, houvesse uma escolta de honra, gaúcha, típica. Parecendo hoje coisa simples, aquele gesto, na época, soava extravagante. Já em sua casa, um apartamento classe média em Porto Alegre, Paixão parece receber de volta a energia da juventude quando relembra aquele fato. “Passou uma pessoa desavisada que me viu com roupas típicas e gritou para mim ‘o carnaval já terminou, palhaço, que fantasia é essa?’”, diz.
Vindo do campo, o estudante Paixão estranhava, na cidade grande, o preconceito que havia contra o gaúcho, isto é, o homem simples da estância, da lida com gado. “Bota, bombacha, lenço no pescoço, na nossa cidade, capital do Rio Grande do Sul, eram vistos como maus elementos. Não entrava em um clube, era proibido de entrar no cinema e até na rua era mal vista. Se tomava condução, um bonde, não podia sentar”, afirma.
Resolveram então fundar uma entidade, em 1948, para cultuar a história e a cultura do Rio Grande, principalmente em relação ao mundo rural. Foram três dias de reunião só para escolher o nome.
Afinal, veio o batismo: 35 CTG. CTG, de Centro de Tradições Gaúchas. 35, para lembrar 1835, ano do início da Revolução Farroupilha. Mas a idéia, três anos depois da fundação, não estava dando muito certo. “Vivi grandes emoções aqui. Uma delas foi quando um cidadão, que tinha sido patrão aqui da casa, me procurou e falou que estava com uma missão muito triste para ser cumprida, que precisava fechar as portas do CTG 35. Estava com dívidas e não tinha sede. Falei ‘não faça isso, pelo amor de Deus. Precisamos lutar’”, afirma o agricultor Ody Pedro.
Começou , então, um movimento de pessoas e recursos tão forte que, não só o 35 não fechou, como passaram a surgir CTGs não só no Rio Grande do Sul, mas no país inteiro. Hoje, existem em quase todos os estados.
A relação de CTGs por estado é: Roraima, 1; Acre, 1; Amazonas, 3; Rondônia, 33; Tocantins, 1; Rio Grande do Norte, 1; Bahia, 5; Goiás, 10; Mato Grosso do Sul, 19; Mato Grosso, 19; Espírito Santo, 1; Rio de Janeiro, 7; Minas Gerais, 2; São Paulo, 28; Paraná, 255; Santa Catarina, 586; Rio Grande do Sul, 1.611. Há 12 no exterior.
No Brasil, os CTGs movimentam pessoas e recursos. Erival Bertolini, dirigente nacional do movimento, lembra que os Centros têm áreas esportivas, recreativas e sociais e campeiras. Fixando-se, porém, apenas no aspecto artístico, músicos envolvidos, dançarinos de danças típicas e participantes de fandangos, com roupas a caráter, o número de pessoas é grande, mais de 1 milhão.
Fonte! Este chasque foi publicado no sítio do G1 - http://www.g1.globo.com/, no dia 10 de abril de 2011. Fonte do retrato! Sítio do Inema - http://www.inema.com.br/.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Agende-se para os fandangos dos Pampeiros!
Agradecimento especial para o gaúcho / carioca VALMIR GOMES, nascido nos pagos do Rio de Janeiro, pelo brilhante trabalho de designer feito acima!
Bueno! Para aumentar o tamanho do chasque, basta clicar nele duas vezes!
terça-feira, 22 de março de 2011
Dois Fandangos Gaúchos em São José dos Campos - SP
Bueno! Para os fãs e amigos do Grupo Musical Os Pampeiros, que estão com saudades de em fundago bem gaúcho, preparem suas pilchas, encilhe o seu cavalo, pois no galpão do CTG Saudades da Querência, estaremos animando dois fandangos a saber:
> Dia 9 de abril - o CTG programou um fandango com o nosso Grupo, tendo no cardápio comidas italianas e na apresentação artística, danças italianas e gaúchas. E após, o fandango até altas horas da madrugada;
> Dia 11 de junho, grande fandango, onde serão servidas comidas típicas do Sul e apresentação da invernada artística. Depois, bueno, é tudo com OS PAMPEIROS! Informações: com Adriano (12) 3922-0473 e 9133-6556; com Amado (12) 3941-1061 e 9182-4638; com Claudionor (12) 3302-3335 e 9746-9998 ou com Ervino (12) 3941-2044, 8121-2223, 8155-6245 (TIM).
> Dia 9 de abril - o CTG programou um fandango com o nosso Grupo, tendo no cardápio comidas italianas e na apresentação artística, danças italianas e gaúchas. E após, o fandango até altas horas da madrugada;
> Dia 11 de junho, grande fandango, onde serão servidas comidas típicas do Sul e apresentação da invernada artística. Depois, bueno, é tudo com OS PAMPEIROS! O CTG Saudades da Querência fica na Estrada Dr. Bezerra de Menezes, 150 (acesso na Rodovia dos Tamoios Km 5), no bairro Torrão de Ouro II, em São José dos Campos, no Estado de São Paulo.
Visite também o sítio do CTG. Basta abrir a cancela clicando em http://www.ctgsaudadesdaquerencia.com.br/.
quinta-feira, 17 de março de 2011
Fandango para norte americano nenhum ficar sentado....
Bueno! No dia 2 de março, em plena quarta-feira, o Conjunto Musical Os Pampeiros foi contratado para animar um fandango bem gaúcho numa famosa churrascaria em São José dos Campos, mais precisamente na Villa D'Aldeia Churrascaria.
Também, para muitos, esta churrascaria é considerada um estabelecimento gastronômico muito procurado pelos turistas estrangeiros que visitam a região, e ela esá estabelecida no Shopping Colinas, na Loja AE 1, na Av. São João, 2.200, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo. Fonte deste Retrato: http://www.trivago.com.br/.
E para não ficar somente com a animação no palco, o conjunto levou três casais - grandes amigos, que são grandes dançadores das músicas dos bailes gaúchos: o casal Ademir/Zilá e Edson/Nice - crias de Passo Fundo (RS) e radicados há muitos anos em São José dos Campos, além casal Orlando/Sueli, que são nascidos no Estado do Paraná e também estão radicados há bastante tempo em São José dos Campos.
Enquanto Os Pampeiros tocavam vanera, vaneirão, chote, valsa, bugiu.... os três casais faziam a demonstração da dança gauchesca na pista de danças, devidamente pilchados como nos fandangos do Rio Grande do Sul.
E os gringos não resistiram por muito tempo, pois levantaram das cadeiras com o floreio da gaita do Edu, acmpanhado por Alzeneide (ambos no retrato ao lado) e demais componentes com a famosa Milonga para as Missões, e começaram a dançar também. E assim foram até o final do baile, fazendo com que o conjunto saísse da churrascaria de alma lavada, por ter conseguido levar um pouco da tradição gaúcha para os turistas provenientes dos Estados Unidos.
Bueno! Conforme consta em seu sítio - http://www.villadaldeia.com.br/, "deste 1999, a Churrascaria Villa D'Aldeia tem sido um dos pontos favoritos de executivos e pessoas de bom gosto" O estabelecimento é gerenciado por Leandro Ongaratto desde a sua inauguração.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Chasque do Presidente da CBTG!
SOBRE A SAGA DOS GAÚCHOS
CTG uma reflexão!
Na busca por um futuro melhor, gaúchos e gaúchas percorrem o país, desbravam o chão desconhecido, conquistam o Brasil e são presença até no exterior! Levam o conhecimento, o gado, a soja, a uva, o arroz para o difícil cerrado, mas não impossível; para o nordeste por vezes esquecido, mas lembrado por eles; para a distante Amazônia, mas próximas daqueles que persistem. Mudam a cara do país e apresentam aos brasileiros uma nação fértil!
A vontade, a persistência, a esperança de fazer um amanhã melhor migrou, mas permeado de orgulho da terra que os lançou para o mundo, levam consigo os seus valores culturais e formam pólos referenciais da nossa cultura. Conseguem conviver e até se destacar das culturas locais, não se sobrepondo às outras, porque o espaço cultural é amplo e diversificado e inclui àqueles que dele querem fazer parte, não é a “outra”, por que passou a ser a própria cultura local. Porém a criação dos CTGs e as práticas de respeito, valores e ideologias se tornam referência para a sociedade local e por vezes, único ponto de encontro e de diversão para todos.
O diferencial o faz diferente e admirado por muitos: as solenidades de posse de patronagem de um CTG são marcadas pelo entusiasmo, com palavras encorajadoras, com a presença da totalidade de membros, mostra a mesma força de vontade para o trabalho que o fez migrar, mas que agora se dispõe a trabalhar por outro ideal, que também o acompanhou na longa caminhada, o ideal da cultura. A alegria da vitória na conquista do cargo dentro do CTG marca mais uma fase desta longa jornada, que embora longe do pago o faz permanecer dentro dele.
Passadas as solenidades, vem à realidade...! Para dirigir estas entidades contamos com voluntários que se propõem a dedicar parte de seu tempo para construir para um espaço cultural, comprometido com os princípios tradicionalistas e para congraçamento da família, agregando crianças, jovens, adultos e também para os mais experientes.
O tradicionalismo com sua base no voluntariado, conta com pessoas que, no primeiro momento, se propõem a colaborar, a vestir a camisa, porque para os nós tradicionalistas realmente comprometidos o “ser” vem antes do “ter” e em contrapartida o “fazer” vem ainda antes do “ser”!
Mas......depois, muitas delas, enfrentam as dificuldades do dia-a-dia, de conciliar suas atividades profissionais, familiares com as atividades tradicionalistas e, muitos outros problemas e acabam se afastando do compromisso assumido. Ficando o trabalho para poucos.
Ao falar em tradicionalismo gaúcho fora do Rio Grande do Sul, onde embora tenhamos conquistado o nosso espaço tudo aqui é mais difícil. Conquistamos o respeito, conquistamos o nosso lugar ao sol, mas, com dificuldades que só quem vive aqui sabe!
Esta realidade é dura, mas muitas vezes não é só isso. As pessoas também não se sentem preparadas para a função que assumiram, porque a realidade do pós eleição é diferente dos “louros” da vitória.
Além disso, existem pessoas que se inserem no meio tradicionalista, para ganhar prestígio, sentirem-se valorizadas e esquecem que junto com o cargo vêm os encargos, outras aceitam o convite para o cargo, assumem e somem, e ainda aquelas que ao invés de servirem ao tradicionalismo se servem do tradicionalismo. E assim vai...
Não posso de maneira alguma generalizar essas situações, mas tenho visto muitas entidades com problemas semelhantes e como presidente jamais poderia me calar frente a essas situações, caso contrário estaria sendo mais uma dessas pessoas, não quero aqui fazer barulho apenas, quero sim, buscar uma conscientização, é importante pararmos para refletir sobre os atuais problemas e unidos buscarmos soluções.
Algumas pessoas precisam ainda ser conscientizadas de que uma entidade tradicionalista tem uma grande missão, não só para com o Movimento Tradicionalista, na preservação de uma cultura, mas também para com a sociedade.
Entendemos que os dirigentes precisam a todo o momento estar avaliando o rumo de sua gestão e não apenas deixando o tempo passar ou até mesmo a entidade morrer.
O que fazer para conscientizar alguns dirigentes de entidades tradicionalistas de que esta não é propriedade sua e sim que ele está ali representando uma sociedade que anseia por um espaço aberto para toda a sua família?
É necessário um repensar comprometido, uma forma de conscientização daqueles que querem estar no meio das lideranças tradicionalistas, mas, que não avaliam as exigências das responsabilidades para com o movimento e para com as causas tradicionalistas.
A colaboração para a construção de uma sociedade mais justa e mais humana é uma das metas do tradicionalismo. Baseados na nossa “Carta de Princípios” criamos instituições tradicionalistas que procuram preservar valores familiares e temos que proporcionar a esta sociedade tão sofrida e marginalizada um ambiente que direcione realmente a inclusão social da família. A sociedade de hoje necessita e merece cultuar valores.
O tradicionalismo prima em seus princípios básicos pela ética, a moral, o respeito, o espírito associativo para o fortalecimento e para que se dê vida longa as nossas entidades tradicionalistas para que realmente esses princípios não fiquem só no papel. Mostrar valores, objetivos, buscar novos adeptos, fortalecer a entidade e proporcionar a inclusão social devem ser prioridade de uma gestão.
Os líderes e administradores do Tradicionalismo devem ser imbuídos do espírito de cooperação, onde deve prevalecer o espírito de união, devendo ser combatida a disputa, as indiferenças, para que haja um fortalecimento da entidade.
A falta de reconhecimento desses valores, entretanto, tem levado muitas entidades tradicionalistas a diminuírem e até mesmo paralisarem suas atividades, levando a prejuízos econômicos, sociais e culturais para a entidade e para o Movimento Tradicionalista. Os dirigentes precisam estar sempre conscientes de seu compromisso para com a valorização da instituição que se propõem a dirigir.
Pensando na socialização do conhecimento tradicionalista e no fortalecimento de nossas entidades a CBTG está envidando esforços para colocar a disposição de todos, mecanismos que possibilitem o fácil acesso a informação, seja através de Cursos, Palestras, Seminários, oficinas, eventos, porém, também aceitamos sugestões e parcerias comprometidas com a nossa causa, afim de buscar o fortalecimento da nossa cultura.
Disponibilizamos nossa página na internet (http://www.cbtg.com.br/) para divulgação de todos os eventos tradicionalistas de nossas entidades filiadas.
Nos dias atuais a TV é um importante meio de comunicação e a “TV Tradição” da CBTG representará um importante canal de comunicação para os tradicionalistas, uma ferramenta que certamente irá aproximar cada vez mais as nossas buscas, por um único ideal: o fortalecimento da nossa Cultura Tradicionalista Gaúcha!
Saudações Tradicionalistas
Fonte! Chasque de Dorvilio Jose Calderan, Presidente da CBTG (Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha), publicado no dia 23 de fevereiro de 2011 no sítio http://www.cbtg.blogspot.com/.
CTG uma reflexão!
Na busca por um futuro melhor, gaúchos e gaúchas percorrem o país, desbravam o chão desconhecido, conquistam o Brasil e são presença até no exterior! Levam o conhecimento, o gado, a soja, a uva, o arroz para o difícil cerrado, mas não impossível; para o nordeste por vezes esquecido, mas lembrado por eles; para a distante Amazônia, mas próximas daqueles que persistem. Mudam a cara do país e apresentam aos brasileiros uma nação fértil!
A vontade, a persistência, a esperança de fazer um amanhã melhor migrou, mas permeado de orgulho da terra que os lançou para o mundo, levam consigo os seus valores culturais e formam pólos referenciais da nossa cultura. Conseguem conviver e até se destacar das culturas locais, não se sobrepondo às outras, porque o espaço cultural é amplo e diversificado e inclui àqueles que dele querem fazer parte, não é a “outra”, por que passou a ser a própria cultura local. Porém a criação dos CTGs e as práticas de respeito, valores e ideologias se tornam referência para a sociedade local e por vezes, único ponto de encontro e de diversão para todos.
O diferencial o faz diferente e admirado por muitos: as solenidades de posse de patronagem de um CTG são marcadas pelo entusiasmo, com palavras encorajadoras, com a presença da totalidade de membros, mostra a mesma força de vontade para o trabalho que o fez migrar, mas que agora se dispõe a trabalhar por outro ideal, que também o acompanhou na longa caminhada, o ideal da cultura. A alegria da vitória na conquista do cargo dentro do CTG marca mais uma fase desta longa jornada, que embora longe do pago o faz permanecer dentro dele.
Passadas as solenidades, vem à realidade...! Para dirigir estas entidades contamos com voluntários que se propõem a dedicar parte de seu tempo para construir para um espaço cultural, comprometido com os princípios tradicionalistas e para congraçamento da família, agregando crianças, jovens, adultos e também para os mais experientes.
O tradicionalismo com sua base no voluntariado, conta com pessoas que, no primeiro momento, se propõem a colaborar, a vestir a camisa, porque para os nós tradicionalistas realmente comprometidos o “ser” vem antes do “ter” e em contrapartida o “fazer” vem ainda antes do “ser”!
Mas......depois, muitas delas, enfrentam as dificuldades do dia-a-dia, de conciliar suas atividades profissionais, familiares com as atividades tradicionalistas e, muitos outros problemas e acabam se afastando do compromisso assumido. Ficando o trabalho para poucos.
Ao falar em tradicionalismo gaúcho fora do Rio Grande do Sul, onde embora tenhamos conquistado o nosso espaço tudo aqui é mais difícil. Conquistamos o respeito, conquistamos o nosso lugar ao sol, mas, com dificuldades que só quem vive aqui sabe!
Esta realidade é dura, mas muitas vezes não é só isso. As pessoas também não se sentem preparadas para a função que assumiram, porque a realidade do pós eleição é diferente dos “louros” da vitória.
Além disso, existem pessoas que se inserem no meio tradicionalista, para ganhar prestígio, sentirem-se valorizadas e esquecem que junto com o cargo vêm os encargos, outras aceitam o convite para o cargo, assumem e somem, e ainda aquelas que ao invés de servirem ao tradicionalismo se servem do tradicionalismo. E assim vai...
Não posso de maneira alguma generalizar essas situações, mas tenho visto muitas entidades com problemas semelhantes e como presidente jamais poderia me calar frente a essas situações, caso contrário estaria sendo mais uma dessas pessoas, não quero aqui fazer barulho apenas, quero sim, buscar uma conscientização, é importante pararmos para refletir sobre os atuais problemas e unidos buscarmos soluções.
Algumas pessoas precisam ainda ser conscientizadas de que uma entidade tradicionalista tem uma grande missão, não só para com o Movimento Tradicionalista, na preservação de uma cultura, mas também para com a sociedade.
Entendemos que os dirigentes precisam a todo o momento estar avaliando o rumo de sua gestão e não apenas deixando o tempo passar ou até mesmo a entidade morrer.
O que fazer para conscientizar alguns dirigentes de entidades tradicionalistas de que esta não é propriedade sua e sim que ele está ali representando uma sociedade que anseia por um espaço aberto para toda a sua família?
É necessário um repensar comprometido, uma forma de conscientização daqueles que querem estar no meio das lideranças tradicionalistas, mas, que não avaliam as exigências das responsabilidades para com o movimento e para com as causas tradicionalistas.
A colaboração para a construção de uma sociedade mais justa e mais humana é uma das metas do tradicionalismo. Baseados na nossa “Carta de Princípios” criamos instituições tradicionalistas que procuram preservar valores familiares e temos que proporcionar a esta sociedade tão sofrida e marginalizada um ambiente que direcione realmente a inclusão social da família. A sociedade de hoje necessita e merece cultuar valores.
O tradicionalismo prima em seus princípios básicos pela ética, a moral, o respeito, o espírito associativo para o fortalecimento e para que se dê vida longa as nossas entidades tradicionalistas para que realmente esses princípios não fiquem só no papel. Mostrar valores, objetivos, buscar novos adeptos, fortalecer a entidade e proporcionar a inclusão social devem ser prioridade de uma gestão.
Os líderes e administradores do Tradicionalismo devem ser imbuídos do espírito de cooperação, onde deve prevalecer o espírito de união, devendo ser combatida a disputa, as indiferenças, para que haja um fortalecimento da entidade.
A falta de reconhecimento desses valores, entretanto, tem levado muitas entidades tradicionalistas a diminuírem e até mesmo paralisarem suas atividades, levando a prejuízos econômicos, sociais e culturais para a entidade e para o Movimento Tradicionalista. Os dirigentes precisam estar sempre conscientes de seu compromisso para com a valorização da instituição que se propõem a dirigir.
Pensando na socialização do conhecimento tradicionalista e no fortalecimento de nossas entidades a CBTG está envidando esforços para colocar a disposição de todos, mecanismos que possibilitem o fácil acesso a informação, seja através de Cursos, Palestras, Seminários, oficinas, eventos, porém, também aceitamos sugestões e parcerias comprometidas com a nossa causa, afim de buscar o fortalecimento da nossa cultura.
Disponibilizamos nossa página na internet (http://www.cbtg.com.br/) para divulgação de todos os eventos tradicionalistas de nossas entidades filiadas.
Nos dias atuais a TV é um importante meio de comunicação e a “TV Tradição” da CBTG representará um importante canal de comunicação para os tradicionalistas, uma ferramenta que certamente irá aproximar cada vez mais as nossas buscas, por um único ideal: o fortalecimento da nossa Cultura Tradicionalista Gaúcha!
Saudações Tradicionalistas
Fonte! Chasque de Dorvilio Jose Calderan, Presidente da CBTG (Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha), publicado no dia 23 de fevereiro de 2011 no sítio http://www.cbtg.blogspot.com/.
terça-feira, 1 de março de 2011
Adeus ao escritor e poeta da querência
Zeno Cardoso Nunes morreu no domingo aos 93 anos e foi cremado ontem
Zeno (E), ao lado do irmão, no lançamento do 'Dicionário de Regionalismo'
O corpo do escritor e poeta gaúcho Zeno Cardoso Nunes foi cremado no começo da noite de ontem, no Crematório Metropolitano de Porto Alegre, após homenagens por familiares, amigos e entidades do setor cultural e nativista gaúcho. Ele faleceu no domingo, de causas naturais, aos 93 anos de idade. Autor de obras importantes, como "Dicionário de Regionalismo do RS" - feito em parceria com o irmão e também poeta, Rui Cardoso -, Zeno nasceu em São Francisco de Paula, em 1917.
Embora sua obra tenha um significado maior para o regionalismo, as tradições e os costumes gaúchos, o advogado Zeno Cardoso também desenvolveu trabalhos de temática social, quando escreveu "Morcegos", poema no qual evidenciava o valor de operários de trabalhos mais árduos e perigosos, como os mineiros, e tentava conscientizar a sociedade sobre a importância dessa mão de obra para seu conforto ou sobrevivência.
O "Dicionário de Regionalismo", editado por Martins Livreiro, tem 560 páginas, nas quais os mais novos ainda podem descobrir o que significa, na serra gaúcha e catarinense o nome "rafael ou rafaé", entre outras preciosidades. A obra incluiu Zeno e Rui Cardoso no Dicionário de Folcloristas Brasileiros.
Foi com "Briga de Touros", de 1962, porém, que ele mostrou sua maestria, ao descrever a luta do touro nativo com um zebu. Nesses versos, evidenciam-se os motivos pelos quais foi um dos membros de destaque da Academia Riograndense de Letras e da Estância da Poesia Crioula, entidade que presidiu por duas gestões. "O zebu bem conhece a luta bruta, lá da Índia selvagem de onde veio, mas não pode vencer/ por mais que queira, o touro aqui da terra brasileira/ que o obriga a deixar o seu rodeio."
Fonte! Chasque e retrato publicados nas páginas do jornal Correio do Povo de Porto Alegre (RS), na edição do dia 1º de março de 2011.
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